Blog

Será lançada no dia 09 de Maio, a partir das 18 horas, no Centro Cultural Brasil-Moçambique, a antologia “Do Índico e do Atlântico: contos brasileiros e moçambicanos”. A obra integra contos de 14 escritores brasileiros e moçambicanos.

Mia Couto é um dos antologiados. Em entrevista ao nosso site, o escritor, visivelmente feliz por integrar “um colectivo de gente mais jovem”, elogia e se revê na iniciativa de se publicar uma colectânea com vários autores. “Sempre foi minha preocupação fazer essa ponte entre gerações”, afirma o escritor.

Sempre que pode, continua Mia Couto, carrega consigo livros de escritores mais jovens para apresentá-los a editoras de países por onde viaja. E isso não é “uma generosidade”, o escritor sente-se na obrigação de fazê-lo porque “esses jovens merecem”. “A sua qualidade literária deve romper fronteiras”, acrescenta.

Enquanto “esses jovens” não conseguirem ter um livro publicado lá fora, Mia Couto acha que antologias, como “Do Índico e do Atlântico: contos brasileiros e moçambicanos”, podem muito bem “projectar nomes diversos com tendências literárias diferentes”.

Mas isso, adverte o escritor, não basta. É “importante que se troquem visitas de pessoas”. No caso do Brasil e de Moçambique, países que emprestam autores à colectânea, Mia Couto quer que escritores brasileiros venham a Moçambique e moçambicanos vão ao Brasil.

Mia Couto participa na antologia com o texto Rosalinda, a nenhuma. Outros autores moçambicanos antologiados são Lília Momplé (Stress), Alex Dau (Menina Teresinha), Diogo Araújo Vaz (Apocalipse), Dany Wambire (A mulher sobressalente), Carlos dos Santos (O ilusionista) e Daniel da Costa (A flauta do Oriente). Da parte do Brasil estão Conceição Evaristo (Os pés do dançarino), Marcelo Moutinho (Oxê), João Anzanello Carrascoza (Dias raros), Rafael Gallo (Corte), Eliana Alves Cruz (Noite sem lua), Cristiane Sobral (223784) e Miguel Sanches Neto (Sabor).

A colectânea “Do Índico e do Atlântico: contos brasileiros e moçambicanos” é editada simultaneamente pela Fundza, da cidade da Beira, e pela Malê, do Rio de Janeiro, e visa contribuir para o intercâmbio cultural literário entre os povos dos dois países. (Fundza).

Para celebrar o Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor, a Associação Literária Kulemba em parceria com a Casa do Artista, organiza a “Semana do Livro”. O evento vai decorrer na Casa do Artista, entre os dias 23 e 25 de Abril, a partir das 14 horas.

Estão previstas actividades que vão desde feira do livro, passando por declamação de poesia, até mesas redondas com temas subordinados ao livro.

A abertura do evento está marcada para às 18 horas do dia 23, altura em que acontecerá a primeira mesa redonda. Subordinado ao tema “Desafios da indústria do livro na Beira: produção, distribuição e consumo”, farão parte da mesa, a ser moderada pelo docente universitário Fernando Chicumule, Heliodoro Baptista Júnior (poeta), Dany Wambire (editor) e Inácio Mahumane (livreiro).

A outra mesa deverá acontecer no dia seguinte (24), à mesma hora, e está subordinada ao tema “como o livro me moldou?”. Serão protagonistas desta mesa o ensaísta e o docente universitário Chimica Francisco, o jurista Joaquim Tesoura e a actriz e declamadora Maria Pinto de Sá.

Para o último dia, está agendada a cerimónia de apresentação do livro “Kupitakufando”, obra de estreia de Sianhepe Faife. A apresentação estará a cargo do escritor Diogo Araújo Vaz.

O Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor é celebrado todos os anos no dia 23 de Abril e foi instituído pela UNESCO, em 1995, para promover o prazer da leitura, a publicação de livros e a protecção dos direitos autorais.  

“Cinzas de Cão”, obra da autoria de Martins Mapera, será apresentada amanhã, 12, na cidade de Nampula. O evento terá lugar no Anfiteatro A da Universidade Pedagógica, a partir das 15 horas. 

A obra é um conjunto de ensaios sobre os livros “Nós matámos o cão-tinhoso!” de Luís Bernardo Honwana, “O regresso do morto” de Suleiman Cassamo, “Terra Sonâmbula”, “Jesusalém” e “O bebedor de horizontes” de Mia Couto, “Chuva Braba” de Manuel Lopes, e sobre o conto “O sonho de Alima” de Lília Momplé.

Para Cristóvão Seneta, o prefaciador do livro, Martins Mapera “surge com uma proposta incisiva de um ensaio que resulta sobretudo da sua visão do mundo em relação às coisas que configuram a dialéctica e a filosofia da vida”. A obra é “um pensamento profundo da vida, porquanto, o autor mergulha, mais uma vez, no corpo das literaturas escritas em português, debitando uma consciência crítica sobre as contradições que emergem da realidade subjectiva da vida”, conclui o prefaciador. 

Martins Mapera é natural da província de Inhambane. É doutorado em Hermenêuticas Culturais pela Universidade de Aveiro e publica artigos de inspiração ensaística em diversas revistas portuguesas. Em 2015, publicou “Realismo e Lirismo em Terra Sonâmbula, de Mia Couto, e Chuva Braba, de Manuel Lopes” – tese de doutoramento, e em 2017, “Poema Aberto e a tela da diversidade”, pela Editorial Fundza. É membro honorário da ALIDC (Associação Lusófona para o Desenvolvimento, Cultura e Integração).  

O escritor moçambicano Alex Dau encontra-se no Brasil, até ao final deste mês, a promover o seu novo livro de contos, publicado naquele país pela editora Nandyala. A obra intitula-se “O galo que não cantou”.

As actividades de promoção da obra estão distribuídas pelas cidades de Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro, para além da capital Brasília, onde se espera que o autor também participe numa oficina de escrita criativa da “Fábrica de Textos”, entre os dias 2 e 5 de Março.

No Brasil, espera-se, igualmente, que Alex Dau participe nas cerimónias de apresentação da edição brasileira da colectânea “Do Índico e do Atlântico: contos brasileiros e moçambicanos”, da qual o autor é um dos antologiados.

Esta colectânea publicada pela editora Malê (do Brasil) e pela Fundza (de Moçambique”) vai, segundo uma nota de apresentação da obra, contribuir para a promoção da literatura moçambicana no Brasil, e, também, divulgar em Moçambique a literatura de alguns dos principais autores da literatura brasileira contemporânea.

Alex Dau participa nesta antologia com texto “Menina Teresinha”, uma história de uma menina de quinze anos que enfrenta tamanhos desafios para cuidar do pai doente.

Alex Dau é tido como um autêntico representante da sua geração de escritores. Produtor cultural, videomaker e activista sócio-ambiental, Alex Dau revela por meio das suas histórias, a realidade de um Moçambique contemporâneo, postado diante do impasse entre suas raízes africanas ancestrais e um presente tecnológico e globalizado.

Alex Dau tem textos espalhados pela imprensa nacional e internacional. Para além, de “O galo que não cantou” é autor de “Reclusos do tempo”, “Heróis de palmo e meio” e “ Habitante do inóspito”. Como videomaker tem realizado documentários com cunho identitário moçambicano. A sua estadia no Brasil também abrangerá actividades ligadas à sétima arte.

A Editorial Fundza é uma editora moçambicana que procura dar oportunidade e visibilidade aos novos escritores moçambicanos, agenciando-os para que se tornem escritores de sucesso.

Facebook

Newsletter

Subscreva a newsletter e receba novidades acerca das nossas publicações.